Largas páginas têm 500 edições. Um número redondo que O Ponto decidiu celebrar no passado dia 22 de julho, com uma gala onde juntou entidades oficiais, empresas e parceiros destes últimos 20 anos de existência. Evento que contou com breves análises ao estado do jornalismo, com uma rápida visita às edições e atividades mais importantes do jornal, com momentos musicais e com homenagem a 20 nomes marcantes do concelho. Foi ainda apresentado o novo site que pode ser acedido através de www.jornaloponto.pt.
“É um gosto enorme estar aqui. Hoje estou cá não só como convidado mas quase numa dupla função… na altura, com o Rui [Santos], com o Oscar Gaspar, com o Jorge Luís, com o Emídio e com o falecido Carlos Álvaro Venâncio, decidimos ajudar neste projeto e não deixar morrer O Ponto. Não que achássemos que o Terras de Vagos e o Eco de Vagos não cumpriam a função para a qual tinham nascido mas porque entendíamos que era importante haver mais um jornal local que informasse de uma maneira e com uma visão e uma lógica diferentes daquelas que existiam. Felizmente, essa iniciativa permitiu que o jornal não acabasse. Pelo contrário, profissionalizámos um bocado mais o jornal. Não que a gestão anterior não fosse profissional mas era diferente… contratámos uma jornalista, a Georgina [Prior], que veio dedicar-se a tempo inteiro ao jornal e isso foi muito importante nessa altura. Portanto, não posso deixar de agradecer aos meus ex-sócios porque me permitiram fazer parte de um projeto e orgulho-me bastante desse trajeto. Éramos de forças políticas diferentes e a única coisa que queríamos era que o jornal fosse plural e que informasse a população de Vagos. Ainda hoje é assim e, hoje, o desafio da imprensa regional é muito grande. Portanto, gostava de cumprimentar todas as pessoas que fazem parte do jornal, todas as que já fizeram e que permitiram que o jornal fizesse 20 anos e que tivesse 500 edições. Não vou dizer que tenha ficado satisfeito politicamente com as 500 edições mas acho que isso é normal… é normal discordarmos, por vezes, de um editorial, não é normal é discordarmos da veracidade da notícia. E, aí, mais para a esquerda ou mais para a direita, julgo que O Ponto tem cumprido muito bem a sua função. (…) A imprensa regional tem uma importância enorme na qualidade da informação. Como o Emídio dizia há pouco, hoje as fake news grassam nas redes sociais como qualquer erva daninha e precisamos do contraponto da verdade que é a comunicação social - que foi uma das grandes conquistas da democracia. Espero que essa construção de uma qualidade democrática no nosso território tenha ajuda da comunicação social e, neste caso em particular, d’O Ponto. Desejo um feliz aniversário a’O Ponto e um sucesso grande para o futuro numa altura em que esta vida da comunicação social é cada vez mais difícil. E nós todos, como sociedade, temos de ajudar esta imprensa local porque se não houver recursos financeiros, a imprensa fecha. E se fechar a imprensa livre ficaremos nas mãos das ervas daninhas.
Agradecimentos
Ao CER, que é a nossa casa há quase vinte anos, pela cedência do espaço para a receção e pela cedência do auditório para a realização da gala.
À Confraria Sabores da Abóbora, pelo apoio, pela disponibilidade de material, envolvência e empenho que tiveram.
À Confraria As Sainhas, pelo apoio, envolvência e empenho que tiveram.
Aos Jardins Boavista pela cedência de material para o cocktail.
Ao Restaurante Ferradura pela disponibilidade e apoio logístico.
À Broa do João pelo empenho que emprestou na criação do bolo de aniversário que fez as delícias dos resistentes.
À Pastelaria Centro pela dedicação na criação de doçaria de excelência alusiva à imagem do Jornal.
Ao Barracão pela disponibilidade na entrega dos ansiados petiscos.
À Câmara Municipal pela cedência de material técnico.
Ao Fernando Gaspar, pela obra mas também pela disponibilidade, pela envolvência na efeméride e pela extraordinária e marcante oferta.
Ao Luís de La Casa Nostra, pela criação do logo animado.
Ao António Filipe, pela disponibilidade para dar voz aos vídeos.
Ao Alex Ferreira e ao Artur Rosa, por abrirem e fecharem o palco de forma brilhante.
À Cláudia Azevedo, Patrícia Alves e Patrícia Ferreira, pelos testemunhos que genuinamente traduzem a sua passagem pelo jornal.
Ao Oscar Gaspar pela surpresa em palco com a oferta da obra de António Conceição.
Ao Carlos Sousa e à Veryvinil, pela disponibilidade até ao último minuto, para que tudo estivesse pronto à hora certa.
Ao José Cruz pela disponibilidade em registar em fotografia as caras bonitas e os momentos mais marcantes.
Ao Paulo Perdiz e ao Guilherme Ferro pelo registo vídeo para que o evento possa ficar eternizado.
À Mercis pelo material de última hora.
À Fatydecor, pela disponibilidade de última hora e pelo bom gosto que deram ao espaço o subtil glamour.
E por último, a Fernando Morgado, pela disponibilidade, pelo quanto inexcedível foi no apoio técnico e logístico.
A todos, o nosso muito OBRIGADO!