24.º Grande Gala da EPA

EPA ruma a mais 30 anos

Educação
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Há mais de 30 anos que a Escola Profissional de Aveiro oferece uma educação de excelência a quem, mesmo sem rumo, os procura para acabar a escolaridade obrigatória. O conceito do “fugir para a escola” aqui é levado a sério na formação de jovens adultos capazes e prontos a enfrentar o mercado de trabalho. Inserida na AEVA (Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro), a EPA é hoje uma “trintona” que ao longos de dois anos escolares vai proporcionar aos alunos e à comunidade escolar vários eventos comemorativos.


Longe de imaginar o sucesso que viria a ter para o distrito de Aveiro, em 1992, Fernando Marques abre a Escola Profissional de Comércio de Aveiro, motivado pelas falhas no comércio tradicional e pelos entraves linguísticos dos comerciantes. As primeiras aulas começaram a ser lecionadas no conservatório de Música de Aveiro e no ano seguinte, passaram para umas instalações recuperadas, já com 2 cursos.

Aquela que acabou por ser a primeira escola comercial de Aveiro, viu o seu crescimento acontecer nos anos seguintes, às mãos do Professor Celso Gomes e mais tarde, com o mandato de Alexandre Ventura, até 1998. Já nessa altura, foram introduzidos novos cursos, relacionados com o a segurança no trabalho e o marketing.


Um novo ciclo

A pouco mais de dois anos de um novo milénio, um novo ciclo começou a ser traçado para aquele que seria o futuro da Escola Profissional de Aveiro, que o diga Jorge Castro, atual diretor. “Convidaram-me para integrar a escola de comércio, e comecei a trabalhar como diretor pedagógico com o desafio de pensarmos num novo ciclo para a escola. Começamos por mudar o nome para Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro (AEVA), mudar de instalações e acrescentar cursos ligados à indústria”, adianta. Em 2005 começaram os primeiros passos para a edificação onde até agora, se encontram as instalações da EPA, que faz parte integrante da AEVA.


A estratégia mudou

“Ao fim de 30 anos, já temos idade para ter juízo, por isso, vamos fazer as coisas que fazem sentido, aquilo que precisa de ser feito e bem feito! Como? Não é a criar outra escola, não é isto que o mercado empregador quer”. Jorge Castro vê a solução nas empresas e na formação dentro delas, caminhado assim a passos largos para o modelo de ensino profissional já adotado em países com a Suíça, Alemanha, França ou Bélgica. A estratégia passa por alocar uma turma numa empresa e desta forma “levar os alunos às empresas” fora do contexto de estágio. As empresas “arranjam salas de iguais condições para os alunos, têm máquinas, laboratórios”, fatores que fazem acelerar o processo de aprendizagem nos alunos e aproximá-los do contexto laboral.

Todos os anos a EPA garante estágio curricular a todos os alunos dos cursos e tem formalizado parcerias com empresas reconhecidas a nível internacional e nacional como Renault, a Nestlé, a Luisaves ou Ferpinta, entre outras.


Gala da EPA homenageou todos os colaboradores

O primeiro grande momento dos 6 previstos para a comemoração da “Trintona”, ao longo de dois anos escolares, aconteceu no passado dia 23. A 24.º Grande Gala da EPA trouxe ao Teatro Aveirense alunos, professores, encarregados de educação e ilustres convidados para a cerimónia que se seguiu ao jantar volante, servido no piso superior do edifício. Nela foram entregues tributos a personalidades que contribuíram para o crescimento da escola e serviu também de mostra cultural, com representações musicais e audiovisuais a ilustrar as longas 3 décadas passadas.

Em dia de festa, o diretor Jorge Castro não deixou de frisar a importância da Escola não só para Aveiro, mas para a Região, aproveitando o facto de estarem presentes os representantes dos municípios da CIRA. “Se há escola regional neste país, é a Escola Profissional de Aveiro, é assim que entendemos ser (…) a EPA é da Região de Aveiro!”, frisa o diretor. Também na Gala estiveram diretores de escolas profissionais do país e representantes do POCH (Programa Operacional Capital Humano), da ANQET (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional), da ANESPO (Associação Nacional de Escolas Profissionais), da Associação Comercial do Distrito de Aveiro e das forças de segurança. Palavras de apreço foram ainda dirigidas a Fernando Matos, fundador da Escola Profissional de Aveiro.

“Vamos fazer o que ainda não foi feito” é este o compromisso da EPA daqui para frente, segundo o diretor Jorge Castro. Um caminho que vai ser feito em conjunto com Pedro Abrunhosa que dá voz à letra da música com o mesmo mote e passa a pertencer à família EPA depois de ter aceite o convite de ser o padrinho da instituição.


Este foi apenas o primeiro momento de comemorações alusivas ao 30.º aniversário da instituição. Ao longo de dois anos escolares estão previstos acontecer mais 5, entre os quais um evento solidário, a celebração dos fundos estruturais que a escola tem recebido por parte da União Europeia - proveniente do Fundo Social Europeu, um evento mais restrito para alunos e colaboradores da escola e ainda um congresso internacional agendado para 2023. Este último, o diretor adianta que vai ser discutido e demonstrado o modelo de ensino “que já está a ser feito em alguns países na educação profissional. A nova realidade dá conta que as empresas se disponibilizam para dar formação aos alunos e mostram vontade de os ter mais tempo junto deles, do que apenas os escassos meses de estágio por ano. Com o programa que estabelecemos com a ANQEP, estamos a fazer exatamente isso, o que está a permitir que os alunos passem mais tempo nas empresas. E isto é tema para um congresso!”


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