Bruno Silva – Treinador Juveforce época 2021/22

“O nosso objetivo é subir ao Sabseg”

Desporto
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Bruno Silva é o nome que se segue ao comando dos destinos da Juveforce. Com 36 anos e natural de Aveiro, o jovem treinador assume, desta forma, o “primeiro” projeto a nível sénior da já respeitável carreira de treinador que conta com quase duas décadas ao serviço da escola de Taboeira. E os objetivos não podiam ser mais claros… levar a equipa de Ponte de Vagos ao escalão maior de Aveiro.


Quem é o mister Bruno Silva?

Chamo-me Bruno Silva, sou natural de Aveiro, tenho 36 anos e estive ligado ao futebol de formação durante, aproximadamente, os últimos 20 anos. Comecei muito cedo… na minha formação, como jogador, fui atleta no Taboeira, no ano de juniores fui para a Oliveirense e tive uma passagem pela Segunda Liga. Entretanto, as coisas não correram muito bem e voltei a fazer a minha vida em Aveiro e o Taboeira propôs-me começar uma carreira de treinador. No início não me via muito nesse papel, sou sincero… comecei na academia, com os miúdos que não competiam. Em 6 ou 7 meses, as pessoas achavam que eu devia dar o salto para a competição, eu aceitei ainda a duvidar um pouco se era aquilo que eu queria fazer mas quando entrei na competição… à medida que entrei no treino, comecei a perceber que o meu espaço era no treino e o futebol enquanto jogador foi começando a passar cada vez mais para segundo plano. Fui tirar o primeiro nível, entretanto tirei o segundo e nos últimos 8 ou 9 anos tenho estado nos campeonatos nacionais. Este ano surgiu o convite da Juveforce porque queria tornar o clube um pouco mais profissional dentro do amadorismo, dar um rumo novo à Juveforce e dinamizar um pouco a área geográfica.


É o primeiro projeto sénior que assume?

Estive no Calvão como treinador adjunto e apenas dois meses e meio. Foram 9 ou 10 jornadas…


E naquela fase complicada.

Sim. Nós optámos por sair porque achámos que não era de perto nem de longe aquilo que nós queríamos. Eu sou sincero, no Calvão apercebi-me na primeira semana que aquilo não ia ser para mim. O Pedro Almeida, porque não tinha tido nenhum projeto forte, foi-se aguentando, eu como tinha os miúdos, estava no campeonato nacional e estava habituado a um contexto e uma estrutura completamente diferentes… foi um choque muito grande para mim. Por isso, sou sincero, a experiência do Calvão para mim nem conta como experiência. A nível sénior eu considero que esta será a primeira experiência.


O que é que foi tão aliciante no convite da Juveforce?

O facto de o clube ter poucos anos e a margem para crescer estar cá toda. Ou seja, quando há clubes já com muitos anos e com muitos vícios instalados, as coisas precisam de muito tempo para mudar radicalmente. Depois também foi pelas pessoas, eu já conheço o Diogo Pires (diretor desportivo) há muitos anos, que quer estar no futebol distrital com uma forma de estar mais profissional. E eu senti que todo o clube nos deu carta branca para começarmos a mexer um bocado com a estrutura do futebol sénior. As infraestruturas do clube também estão a um bom nível e nós estamos a tentar melhorar. Por exemplo, transformarmos isto numa sala de análise foi uma melhoria. É aqui que fazemos edição de vídeo, análise do adversário, temos a questão dos banhos e das massagens…


Portanto, é um projeto a longe prazo.

Sim, a ideia é essa. E perceber, numa primeira fase, como é que as pessoas reagiam porque nós mexemos em tudo. Mexemos nos hábitos, mexemos na forma de ver o treino, na questão da análise, nós filmamos o treino com drones e com câmaras táticas, fazemos análise através do Zoom ou aqui, temos controlo diário do treino, questionários internos… trabalhamos praticamente como profissionais. E as pessoas têm acolhido bem e se tudo correr bem, conto estar aqui e ajudar a Juveforce o máximo possível e pelo tempo que me permitirem.


Como foi pensado o plantel?

Queríamos baixar um bocado a média de idades e trabalhar com jogadores que ainda têm margem e potencial para crescer a longo prazo. E do grupo que estava anteriormente, tentámos perceber quem é que tinha condições para entrar na nossa ideia para fazer um misto entre a juventude ambiciosa e com capacidade de trabalho, que ainda pode dar o salto, e os jogadores capazes de integrar a ideia e que já cá treinavam.


Quais foram os objetivos definidos?

O nosso objetivo, pelo esforço que a Direção fez, nós temos de o assumir. Mesmo que isso nos traga um bocado de pressão. O nosso objetivo é subir ao Sabseg, nós nunca os escondemos. A forma como fomos fazendo as coisas e com o perfil de jogadores que fomos trazendo para o clube… temos condições para subir.


E o que podem esperar os adeptos dentro do campo?

Temos uma ideia muito clara. Queremos potenciar o jogo e o jogador. E só o potenciamos se não abdicarmos de jogar. Não queremos ser a equipa resultadista, que joga para o ponto. A nossa identidade tem muito risco porque vamos assumir construir onde outras equipas, por norma, não querem construir. Com isso, vamos correr o risco de a equipa ter de ser forte para resistir a um ou outro erro ou resultado menos positivo. Vamos acreditar que é possível pontuar jogando um futebol positivo.

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